ARTICLES

por Vaitsman | by Vaitsman

Corpos à Deriva e a Desorientação como Potência. ||| Drifting Bodies and Disorientation as Potency.

[soon full article] Consider Madness as someone or something that “seeks to dissolve” in the face of normativity. What is “normal” in the post-fact era? This reflection presents the vigorous body as a beacon, using concepts such as Conatus, vigor and autonomy, and, as a precedent, the work on the threshold of psychotherapy and art by Lygia Clark. This text also presents the reasoning of complacent bodies, the first artificial, opposed to madness, but as a reactionary agent that reinforces the normativity of the capitalist culture; as an example, the works from the exhibition AI: More than Human, about the intelligence of machines. The second complacent body, a biological one, under the obscurantism of anti-intellectualism, fake news, ignorance by design used by the far right, as an announcement of the human mind decay in necrocapitalism. The question is if there is a resistance in the arts, which actively does not serve internalized aspects of capitalism, radically free from opportunism, made by resilient bodies, facing the new problems of humanity’s survival. How are these dissident bodies, adrift, in the extraordinary ruptures of the beginning of the 21st century? ||| Considere Loucura como alguém ou algo que “procura se desfazer” diante de uma normatividade. O que é “normal” na era da pós-verdade? Esta reflexão apresenta o corpo vigoroso como orientação, usando conceitos como Conatus, potência e autonomia, e, como precedente, a obra no limiar entre psicoterapia e arte de Lygia Clark. Observa a racionalidade de corpos complacentes, o primeiro artificial, opositor à loucura, mas como agente reacionária que reforça a normatividade da cultura capitalista, usa-se o exemplo de obras da exposição AI: More than Human, sobre inteligência da máquina. O segundo corpo complacente, o biológico, sob o obscurantismo do anti-intelectualismo, fake news, ignorância programada por design, da ultradireita, como anúncio da decadência da mente humana no necrocapitalismo. Questiona-se então se há uma resistência na arte, que ativamente não sirva a aspectos interiorizados do capitalismo, radicalmente livres de oportunismo; arte de corpos resilientes, encarando os novos problemas da sobrevivência da humanidade. Como são esses corpos dissidentes, à deriva, nas extraordinárias rupturas do começo do século XXI? [em breve artigo completo]

Interview – Entrevista | Futureless.

Curated by the Australian artist Oliver Dougherty, at Berlin’s SomoS Art House: from the political roots, queer-feminist identities, ideas and actions offer various perspectives on how society should be constantly modeled and remodeled. ||| Curadoria do artista e curador australiano Oliver Dougherty, na SomoS Art House, de Berlim: “Da raiz política, identidades, ideias e ações queer-feministas oferecem perspectivas várias de como a sociedade deve ser constantemente modelada e remodelada. [ENG, POR]

Interview – Entrevista | Rose Steinmetz: Ouvidor 63.

The artists’ collective Ouvidor 63, also known as Centro Cultural Ouvidor, is an occupied 13-store building in downtown São Paulo, functioning since 2014 as home and workspace to circa 120 artists. Rose Steinmetz, artist working in photography and video, participates and documents the artists actions since November 2016 ||| O coletivo de artistas Ouvidor 63 ocupa um prédio de 13 andares na capital de São Paulo, desde 2014, agora moradia e espaço de trabalho de 120 artistas. Rose Steinmetz, artista que trabalha com fotografia e vídeo, participa e documenta as ações das/os artistas do coletivo desde novembro de 2016. [ENG, POR]

Artists’ Lists Are Never Only Lists, Version 2.0. ||| Listas de Artistas Nunca são Somente Listas, Versão 2.0.

On page 308.
These are thoughts on the working process of contemporary artists and consequently the resulting artifacts that assume forms of lists. It includes references to auto-narratives and autobiographies of artists working with impressions of disorientation, impermanence and foreignness. Focusing on the making of lists, catalogs, archives and on the interest in alphabetical, numerical, cartographical organization, and thus also on the unclassifiable, on what cannot or has not been decoded, on disorientation, and on all that can fit into the category of “etcetera”. ||| Reflexão sobre trabalhos de artistas contemporâneas e suas obras, com caráter autonarrativo e autobiográfico, que contemplam a desorientação, a impermanência e a estrangeiridade. Focando na atividade de fazer listas, catalogação, organização, arquivos, e no interesse pelo alfabético, numérico, cartográfico e, por outro lado, no inclassificável, no que é cifrado, na desorientação, e no etecetera. [ENG, POR]

Cancela Bolsonaro!

Article for CartaCapital about actions of political activism in New York and Dallas #CancelBolsonaro, organized by the feminist and environmentalist movements to cancel the visit of Brazilian president Jair Bolsonaro to New York City. São Paulo, 03.06.2019. [POR]

The Game Show: exhibition as an experience of collectivity, consonance and becoming. |||  The Game Show: exposição como experiência de coletividade, consonância e devir.

Case study of The Game Show, produced by the artists collective ABC No Rio (in Exile), New York, 2018: experience of collectivity, negotiation of meanings and methods, and becoming. Collaboration between artists to transform the gallery of Bullet Space into a game to be played by the public. Published on ConvocArte #6: Ars Ludens, Lisbon, 2019 ||| Estudo de The Game Show, realizado pelo coletivo ABC No Rio (in Exile), Nova York, 2018: experiência de coletividade, negociação de significados e métodos, e de devir, a partir da colaboração de artistas para a criação de uma exposição de arte que transformou a galeria do Bullet Space em um jogo ativado pelo público. Publicada na ConvocArte #6: Ars Ludens, Lisboa, 2019. [POR, and soon also in ENG]

Via Láctea – Constelação da Serpente

Uma breve conversa com Marcio Harum, curador, sobre a exposição: Samico Between Worlds [Rumors of War in Times of Peace], na Dream Box, Nova York, 4 de fevereiro a 5 de março de 2017. [POR]

Ver Lonjuras

Sobre a obra de Isaura Pena, Ver Lonjuras, 2015. “Da obra finalizada criou-se o título, Ver Lonjuras. No título da obra criou-se uma unidade de medida de saudade, a que Isaura sente de sua casa no Brasil, de sua família: a lonjura”. [POR]

Heisenberg Boulevard

Published by the First Symposium Fusion between Arts and Cinema of Caminhos Film Festival (I SIMPÓSIO – A FUSÃO DAS ARTES NO CINEMA), Coimbra. Click here for full download of the original text in Portuguese, 2014-15. [POR]

Three Artists and Their Self-images

Outline for a presentation about self-image and self-portraits at the SPE Conference in Chicago, 2013. The text was reviewed by Edward Hall. I am trying to recover the images, I am confident I will find them soon. 2013. [ENG]

2003-1

por outras pessoas – by other writers

Francine Regis Goudel: Islands, Rivers, Airports and Ghosts: Marcia Vaitsman’s Meta-Journey.

“Palette of reduced colors, vast silent landscapes, the use of media devices as support, games and playing, the movement through landscapes, the construction of memory and the condition of human subjectivity under discussion are some of the keys to Vaitsman’s work”. [abstract in ENG, full text POR]

Marcio Harum: Deus Ex-Machina.

“A artista congelou o tempo das violentas imagens em movimento de maneira pacífica, desacelerando-as, neutralizando-as, com efeitos de linhas de luz da utilização de um scanner portátil. Marcia Vaitsman se interessa em suscitar como imagens coletivas criam fantasmaticamente a memória que teremos deste desastre natural no futuro, e de como estas imagens constroem a realidade sob uma lenta influência daquelas outras imagens da destruição, as oficiais, que podemos acessar pelos veículos de mídia”. [POR]